No dia 13 de maio de 1976, uma escolha aparentemente comum, redesenhou meu destino. Ao me inscrever para praticar o Yôga Antigo, na antiga escola da professora Dalva Arruda, algo se deslocou. Não houve anúncio. Houve começo.
A partir dali, instaurou-se uma travessia. Aprendizado que não se mede por certificados ( que forma muitos), mas por ajustes internos. O tempo ensinou sem pressa, lapidando excessos e suavizando certezas.
Cinco décadas depois, não falo de acúmulo. Falo de decantação. O que permaneceu não foi o esforço, e que foi muito grande em alguns momentos, mas o essencial que se revelou com as mudanças.
A Índia reaparece como ponto de retorno. Estive lá em 1980 e 1998, quando tudo ainda parecia expansão. Agora, o olhar não busca confirmação, apenas diálogo.
Esta viagem se constitui como uma curadoria. Oriento um grupo de quarenta pessoas ávidas por conhecimento, ao lado de dois professores experientes de Yôga Antigo. Conduzimos sem impor, atentos aos ritmos e às diferenças.
Mais idade, mais estrada, menos urgência. A curiosidade já não nasce da falta, mas da experiência vivida. Talvez esse seja o gesto mais coerente deste jubileu: retornar para reconhecer que certos caminhos amadurecem conosco.






