Felicidade constante é uma promessa curiosa. Soa bem, vende livros, mas não resiste a uma terça-feira comum. Nós até tentamos, insistimos, mas a vida, com seu humor peculiar, sempre nos desmente.
Somos uma espécie emocionalmente volátil. Oscilamos entre euforia e impaciência antes do café esfriar. E, no fundo, suspeitamos: se tudo fosse estável demais, perderia a graça.
Fomos programados para sentir muito, mudar rápido e, às vezes, reclamar sem motivo claro. Somos, no mínimo, uma espécie imprevisível.
As vezes, nos frustramos com os altos e baixos do cotidiano, quando são apenas o que constitui a nossa natureza primata.
Mas mesmo que as situações menos felizes sejam inevitáveis, não significa que não podemos trabalhar para que os momentos memoráveis ganhem esta batalha rotineira.
Afinal, não buscamos tanto a euforia, mas a estabilidade, ainda que ligeiramente fraudada a favor de doses generosas de celebração.






